Brincando de poesia…

OFTALMOLÓGICA

Em teus olhos de veludo transparente  / Há uma fronteira mal traçada  /  entre a ferida mal fechada e o fulgor inconsequente      Dois cometas bem esquivos! – só me surgem na retina /  bem no fim daquela esquina que é do olhar de quem pressente

Eu tão pouco sei de ti; e bem por pouco me fascina!    / O meu espaço toca teu    /   por um momento adentro o céu da tua íris bailarina   / Mas do pouco faz-se o nada e eu percebo em um segundo    /  Que existe um outro mundo atrás do riso de menina

Quisera ler-te a alma, te encharcar de poesia  /  ser a luz que tamborila   /  sobre o véu de tuas pupilas, dar-te a cor e ser teu guia / Ser a pele e ser o peito em que tuas pálpebras cansadas /  repousassem abrigadas, até que nasça um outro dia.

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Saudade é ausência, é desencontro; querer no próprio corpo um outro corpo.               Saudade é uma vírgula inconsciente, que pontua de passado a dor presente.

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